Alimentação do paraense subiu 5,21% somente este ano

Por Vitrine Modelo em 03/05/2022 às 13:11:28

Uma nova pesquisa divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudo Socioeconômicos no Par√° (Dieese/PA) confirmou o que j√° tem sido observado h√° meses pelas famílias paraenses: a alimenta√ß√£o ficou bem mais cara no primeiro trimestre deste ano(janeiro-mar√ßo/2022).


Segundo os dados, o período encerrou com alta quase generalizada na alimenta√ß√£o b√°sica, alcan√ßando o acumulado de 5,21% contra uma infla√ß√£o calculada em 3,42%para o mesmo período.

Segundo o Dieese/PA, foi o aumento de v√°rios produtos que comp√Ķem a alimenta√ß√£o b√°sica que fez o valor da cesta se elevar ainda mais nos trêsprimeiros meses do ano.

O destaque ficou com o óleo de cozinha (soja) com alta acumulada de 9,42%, seguido da banana (9,28%); tomate (9,00%); a√ßúcar (8,41%); café (7,47%); Feij√£o (6,25%); carne bovina (4,81%);p√£o (3,05%); leite (1,62%) e manteiga (1,13%).

O pesquisador e técnico do Dieese/PA, Everson Costa, explica o que tem causado a eleva√ß√£o do pre√ßo da alimenta√ß√£o sucessivamente no Estado. "Mesmo antes da pandemia, o Brasil j√° tinha um custo elevado de produ√ß√£o que se acentuou ainda mais com a crise econômica mundial. O valor dos fretes puxados pela alta dos combustíveis, a produ√ß√£o de insumos e fertilizantes, tudo ficou afetado, ocasionando essa disparadados pre√ßos", detalhou.

CEN√ĀRIO

O cen√°rio de altas nos alimentos pode permanecer ao longo de todo o primeiro semestre deste ano, alertou o técnico. "Como o Brasil é um grande fornecedor, essa prioriza√ß√£o do mercado externo ao interno acaba contribuindo também para encarecimento dos produtos. Prevemos um cen√°rio de pouca mudan√ßa até o final do primeiro semestre, devido aos elevados custos de produ√ß√£o e combustíveis que podem seguir subindo. Ent√£o, se n√£o tivermos esse equilíbrio, o trabalhador ter√° menos feij√£o, carne, arroz e condi√ß√Ķes de bancar a alimenta√ß√£o",projetou o pesquisador.

Para tentar minimizar os efeitos das altas, o pesquisador deu algumas dicas. "A saída seria que os nossos sal√°rios fossem corrigidos a partir de boas condi√ß√Ķes de negocia√ß√£o. Mas com a renda em baixa, é muito difícil crer em um cen√°rio de consumo e alimentos diferente, correndo o risco do país entrar novamente no mapa da fome. Por isso, vale a pena pesquisar, aproveitar as promo√ß√Ķes, fazer compras coletivas e reaproveitar o m√°ximo possível. Apesar de n√£o resolver totalmente o problema, é uma alternativa para controlar os gastos", explicou Everson.

Ainda de acordo com o Dieese/PA, os dados que est√£o sendo fechados referentes ao mês de abril de 2022 v√£o mostrar novas altas no pre√ßo da Alimenta√ß√£o B√°sica dos paraenses.
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